Quanto Rende

Quanto rende a Poupança vs CDB 100% do CDI hoje? Simulação de mil a 1 milhão!

O Novo Paradigma da Renda Fixa em 2026

O cenário econômico brasileiro em fevereiro de 2026 apresenta uma configuração singular que desafia a inércia do investidor tradicional. Com a manutenção da Taxa Selic em patamares elevados de dois dígitos, especificamente em 15% ao ano , a disparidade entre os rendimentos da tradicional Caderneta de Poupança e os instrumentos de renda fixa atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) atingiu um ponto de inflexão crítico. Este relatório tem como objetivo dissecar, com profundidade exaustiva e precisão matemática, as implicações financeiras dessa conjuntura para investidores de diferentes calibres — desde o iniciante com R$ 1.000,00 até o detentor de patrimônio de R$ 1.000.000,00.

A cultura financeira brasileira foi, por décadas, alicerçada na segurança e simplicidade da poupança. No entanto, a simplicidade agora cobra um preço elevado: o custo de oportunidade. A ineficiência da poupança frente a um CDB que rende 100% do CDI deixou de ser uma questão de “centavos” para se tornar uma questão de preservação patrimonial significativa. Quando observamos que o Banco Central, através do Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu unanimemente manter a taxa básica de juros em 15% pela quinta reunião consecutiva em janeiro de 2026 , o recado para o mercado foi claro: o ambiente de juros altos é persistente, e quem não alocar capital de forma eficiente estará sofrendo uma corrosão real de poder de compra, ou, no mínimo, deixando de auferir ganhos substanciais.

Neste artigo, exploraremos não apenas os números finais, mas a mecânica por trás deles. Analisaremos a regra da “Nova Poupança” frente a uma Selic de 15% , o impacto da Taxa Referencial (TR) que voltou a ter relevância , e a tributação regressiva do Imposto de Renda sobre os CDBs. O objetivo é fornecer um dossiê completo que fundamente a decisão de migração de investimentos, utilizando dados reais e simulações projetadas para quatro faixas de capital: mil, dez mil, cem mil e um milhão de reais.

Ao longo desta análise, ficará evidente que a passividade nos investimentos é o maior inimigo do crescimento financeiro em 2026. A diferença de rentabilidade, que exploraremos em detalhes, chega a superar R$ 38.000,00 anuais para grandes volumes de capital , um valor que, por si só, justifica uma reavaliação imediata de portfólio.


O Cenário Macroeconômico de Fevereiro de 2026

Para compreender a magnitude dos rendimentos atuais, é imperativo contextualizar o ambiente macroeconômico que sustenta essas taxas. A rentabilidade de um CDB 100% CDI não é um número arbitrário; ela é o reflexo direto da política monetária vigente e das expectativas de inflação e risco fiscal do país.

A Persistência da Selic em 15%

Em janeiro de 2026, o Copom realizou sua 276ª reunião, decidindo manter a taxa Selic em 15,00% ao ano. Esta decisão não foi isolada, mas sim a quinta manutenção consecutiva neste patamar. O histórico recente mostra uma escalada dos juros iniciada em setembro de 2024, após a taxa ter atingido um piso de 10,5% em meados de 2025.

A manutenção da Selic neste nível elevado tem implicações diretas para o investidor de renda fixa:

  1. Custo do Dinheiro: O crédito torna-se mais caro, desestimulando o consumo e o investimento produtivo alavancado, mas premiando o poupador que empresta dinheiro ao banco (via CDB).

  2. Indexador de Referência: A Selic serve como o “farol” para o CDI. Historicamente, o CDI opera ligeiramente abaixo da Selic (cerca de 0,10 ponto percentual a menos). Portanto, com a Selic em 15%, o CDI anualizado orbita em torno de 14,90% a 14,95%.

  3. Atratividade da Renda Fixa: Com retornos nominais de 15% ao ano praticamente livres de risco (risk-free rate), a atratividade de ativos de risco (bolsa de valores, fundos imobiliários) diminui, a menos que ofereçam prêmios de risco substanciais. Para o investidor conservador, este é o “paraíso dos rentistas”.

A Dinâmica da Inflação e Juros Reais

O Banco Central mantém os juros altos para combater a inflação, medida pelo IPCA. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, dentro do teto da meta. Isso gera um cenário de Juro Real extremamente positivo.

O Juro Real é a rentabilidade do investimento descontada a inflação.

$$Juro Real = \frac{(1 + Juro Nominal)}{(1 + Inflação)} – 1$$

Com um CDI próximo de 15% e uma inflação projetada em torno de 4% a 4,5%, o Brasil oferece um dos maiores juros reais do mundo, superando 10% ao ano. Isso significa que o investidor em CDB 100% CDI não está apenas mantendo seu poder de compra; ele está enriquecendo em termos reais de forma acelerada. Em contrapartida, a poupança, com sua regra de rendimento travada, oferece um juro real significativamente menor, estreitando a margem de ganho patrimonial.

O CDI como Benchmark de Mercado

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é a taxa média dos empréstimos de curtíssimo prazo (um dia) feitos entre os bancos. Essa taxa é a espinha dorsal da renda fixa privada no Brasil.

Em fevereiro de 2026, o CDI mensal está em aproximadamente 1,16%. No acumulado de 12 meses, a taxa atinge 14,50%. É fundamental entender que, ao investir em um CDB 100% CDI, o investidor está contratando essa flutuação. Se o Copom decidir reduzir os juros em março de 2026, como sinalizado na ata da reunião (“iniciar a flexibilização… caso o cenário esperado se confirme”) , a rentabilidade do CDB cairá proporcionalmente.

No entanto, mesmo em um cenário de queda de juros (easing cycle), a distância entre a Selic e a regra de remuneração da poupança é tão vasta que seriam necessários cortes drásticos e improváveis para que a poupança voltasse a ser competitiva. Enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a matemática joga contra a caderneta.


A Anatomia da Poupança em 2026

A Caderneta de Poupança é, sem dúvida, o produto financeiro mais popular do Brasil, mas sua mecânica de rendimento atual a coloca em severa desvantagem. Para entender o “porquê” da baixa rentabilidade, precisamos dissecar sua fórmula de remuneração.

A Regra da “Nova Poupança”

Desde maio de 2012, a poupança opera sob um regime duplo de remuneração, dependendo do patamar da Selic :

  • Cenário A (Selic ≤ 8,5% a.a.): A poupança rende 70% da Selic + TR.

  • Cenário B (Selic > 8,5% a.a.): A poupança rende fixos 0,5% ao mês + TR.

Em fevereiro de 2026, estamos inequivocamente no Cenário B. Com a Selic em 15% , a poupança ignora esse valor elevado e paga apenas o fixo de 0,5% mensal (6,17% ao ano) acrescido da Taxa Referencial (TR).

O Papel da Taxa Referencial (TR)

Durante muitos anos, a TR permaneceu zerada, o que fazia a poupança render exatos 6,17% ao ano. Contudo, com a alta dos juros, a TR voltou a ser positiva. Em fevereiro de 2026, a TR mensal está em torno de 0,12%.

A conta exata do rendimento mensal da poupança hoje é:

$$Rendimento = (1 + 0,005) \times (1 + TR) – 1$$
$$Rendimento = 1,005 \times (1 + 0,0012) – 1$$
$$Rendimento \approx 0,62\% \text{ ao mês}$$

Anualizando este valor, chegamos a um rendimento que oscila entre 7,4% e 7,8% ao ano (dependendo da variação futura da TR). Mesmo considerando o teto dessa estimativa, ela é brutalmente inferior aos 14,95% do CDI bruto ou aos 12,33% de um CDI líquido de impostos (considerando a alíquota de 17,5%).

A Ilusão da Isenção Fiscal

O principal argumento de defesa da poupança é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Embora seja uma vantagem técnica, ela não é suficiente para compensar o baixo rendimento bruto.

Como veremos nas simulações detalhadas a seguir, mesmo após pagar a alíquota mais alta de imposto de renda sobre o CDB (22,5% para resgates em até 6 meses), o rendimento líquido do CDB 100% CDI ainda supera a poupança com folga. A isenção fiscal da poupança, neste cenário de Selic a 15%, funciona como um “prêmio de consolação” que não cobre o custo de oportunidade.


A Mecânica do CDB 100% CDI

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de dívida emitido por bancos para captar recursos. Ao investir em um CDB, você empresta dinheiro ao banco, que o remunera com juros.

Rentabilidade e Liquidez

O foco deste relatório é o CDB Pós-Fixado atrelado ao CDI, especificamente aquele que paga 100% do CDI.

  • Pós-Fixado: O valor do rendimento não é conhecido de antemão em reais, mas sim a taxa. Se o CDI sobe, seu rendimento sobe. Se cai, seu rendimento cai. Isso protege o investidor em ciclos de alta, como o atual.

  • Liquidez: A maioria dos CDBs que pagam 100% do CDI oferecem liquidez diária. Isso significa que o investidor pode solicitar o resgate e ter o dinheiro na conta no mesmo dia (D+0) ou no dia seguinte (D+1). Isso os torna substitutos perfeitos para a poupança em termos de acessibilidade.

Segurança e FGC

Uma das barreiras psicológicas para sair da poupança é a percepção de segurança. É fundamental esclarecer que os CDBs contam com a mesma garantia jurídica da poupança: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC garante até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira. Isso nivela o risco de crédito para investimentos até este montante. Para o investidor de R$ 1.000,00 ou R$ 100.000,00, o risco de um CDB de um banco médio é, para fins práticos de solvência coberta, equivalente ao da poupança em um grande banco.

Confira um artigo exclusivo sobre o FGC aqui

Tributação: O Leão e a Tabela Regressiva

Diferente da poupança, o CDB sofre incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos (apenas sobre o lucro, nunca sobre o principal). A tributação segue a tabela regressiva baseada no tempo de aplicação:

Prazo de AplicaçãoAlíquota de IR sobre o Lucro
Até 180 dias22,50%
De 181 a 360 dias20,00%
De 361 a 720 dias17,50%
Acima de 720 dias15,00%

Nas simulações apresentadas neste relatório, utilizaremos a alíquota de 17,5% (referente a aplicações de 1 ano / 365 dias) para projetar um cenário realista de médio prazo. Mesmo com esse desconto, a superioridade do CDB se mantém.


Análise Comparativa Detalhada: Simulações de Rendimento

Chegamos ao cerne deste relatório. A seguir, apresentamos quatro cenários de investimento, utilizando os dados oficiais da plataforma Meelion e as taxas vigentes em fevereiro de 2026. As simulações consideram a manutenção das taxas atuais para fins de projeção anual, permitindo uma comparação “banana com banana” (apple-to-apple).

Cenário 1: O Pequeno Poupador (R$ 1.000,00)

Este perfil geralmente representa o investidor iniciante ou aquele que está começando a montar sua reserva de emergência. A dúvida comum é: “Vale a pena ter o trabalho de abrir conta em corretora ou banco digital por causa de mil reais?”

Os dados mostram que sim. O hábito de rentabilizar o capital deve começar cedo.

Dados da Simulação :

  • Investimento Inicial: R$ 1.000,00

  • Prazo: 1 Ano (365 dias)

  • Alíquota IR CDB: 17,5%

Indicador FinanceiroCDB 100% CDIPoupança (Estimada)
Rendimento Bruto Mensal~R$ 11,15~R$ 6,20
Rendimento Líquido MensalR$ 8,64N/A (Variável TR)
Rendimento Líquido AnualR$ 116,58~R$ 78,04
Montante Final (1 Ano)R$ 1.116,58R$ 1.078,04

Análise de Diferencial: A diferença líquida favorável ao CDB é de R$ 38,54 em um ano. Embora o valor absoluto pareça pequeno, em termos percentuais, o CDB entregou um lucro 49,3% maior que a poupança (R$ 116,58 vs R$ 78,04).

Para o investidor iniciante, essa diferença representa o poder dos juros compostos começando a atuar. Manter o dinheiro na poupança significa aceitar voluntariamente um rendimento pela metade do potencial de mercado.

👉 Para verificar mais detalhes sobre essa simulação e personalizar valores, acesse: https://www.meelion.com/quanto-rende/mil-cdb/


Cenário 2: A Reserva de Emergência (R$ 10.000,00)

Dez mil reais representam um marco financeiro importante. Frequentemente, é o valor de uma reserva de emergência básica (3 a 6 meses de custos para um indivíduo). A liquidez é essencial aqui, mas a rentabilidade não pode ser ignorada.

Aplicando a proporcionalidade linear dos ativos de renda fixa (já que as taxas incidem percentualmente sobre o principal), projetamos os valores para este patamar.

Simulação Projetada:

  • Investimento Inicial: R$ 10.000,00

  • Taxa Selic Base: 15% a.a.

Indicador FinanceiroCDB 100% CDIPoupança (Estimada)
Rendimento Líquido Mensal~R$ 86,40~R$ 62,00
Rendimento Líquido AnualR$ 1.165,80~R$ 780,40
Diferença Anual (Perda)– R$ 385,40

Insight Analítico:

Ao optar pela poupança, o investidor com R$ 10.000,00 está deixando de ganhar R$ 385,40 por ano.

Este valor é tangível. Ele equivale a:

  • O pagamento de uma conta de energia ou internet média por dois ou três meses.

  • Uma assinatura anual de um serviço de streaming premium.

A “segurança” da poupança, neste caso, custa quase quatrocentos reais por ano. Em um CDB de banco digital com liquidez diária e proteção FGC, esse valor estaria no bolso do investidor, compondo patrimônio.

👉 Confira a simulação completa para este patamar: https://www.meelion.com/quanto-rende/10-mil-cdb/


Cenário 3: Construção de Patrimônio (R$ 100.000,00)

Atingir os seis dígitos é um divisor de águas. Neste nível, a inflação causa estragos visíveis se o dinheiro não estiver bem alocado. A diferença de rentabilidade deixa de ser “dinheiro de troca” e passa a representar bens de consumo duráveis ou experiências.

Simulação Projetada:

  • Investimento Inicial: R$ 100.000,00

Indicador FinanceiroCDB 100% CDIPoupança (Estimada)
Rendimento Líquido Mensal~R$ 864,00~R$ 620,00
Rendimento Líquido AnualR$ 11.658,17~R$ 7.804,42
Montante Final (1 Ano)R$ 111.658,17R$ 107.804,42

Análise de Diferencial:

A diferença salta para R$ 3.853,75 em apenas um ano.

Este valor de “alpha” (retorno excedente) do CDB sobre a poupança é suficiente para:

  • Custear uma viagem de férias nacional completa.

  • Adquirir um smartphone topo de linha.

  • Pagar o IPVA e o seguro de um carro popular.

Aqui, a decisão racional torna-se imperativa. Não há argumento de “comodidade” que justifique perder quase R$ 4.000,00 anuais, considerando que a transferência para um CDB pode ser feita via PIX em segundos. Além disso, o rendimento mensal de R$ 864,00 no CDB já começa a configurar uma renda passiva relevante, cobrindo custos fixos de moradia ou alimentação de uma família pequena.

👉 Veja a projeção detalhada para R$ 100 mil: https://www.meelion.com/quanto-rende/100-mil-cdb/


Cenário 4: O Investidor High Net Worth (R$ 1.000.000,00)

Para o detentor de R$ 1 milhão, a gestão de caixa ineficiente é um erro financeiro grave. A escala do capital amplifica as distorções das taxas de juros.

Dados da Simulação :

  • Investimento Inicial: R$ 1.000.000,00

  • IR Considerado: 17,5% (Líquido)

Indicador FinanceiroCDB 100% CDIPoupança (Estimada)
Rendimento Líquido MensalR$ 8.644,32~R$ 6.200,00
Rendimento Líquido AnualR$ 116.581,72~R$ 78.044,22
Vantagem do CDB+ R$ 38.537,50

Análise Crítica e Riscos: O CDB oferece um rendimento adicional de R$ 38.537,50 por ano. Isso é mais do que muitos brasileiros ganham em um ano inteiro de trabalho. O rendimento mensal do CDB (R$ 8.644) coloca o investidor na faixa dos 10% mais ricos do país apenas com renda passiva.

O Fator Risco (Alerta Importante): Para este montante, a análise muda. O FGC garante apenas R$ 250.000,00 por instituição.

  • Estratégia Incorreta: Colocar R$ 1 milhão em um único CDB de um banco médio. Se o banco quebrar, você perde R$ 750.000,00.

  • Estratégia Correta: Diversificar em 4 ou 5 instituições diferentes (R$ 200k a R$ 250k em cada) ou investir em títulos de “bancões” (Sistemicamente Importantes) onde o risco de quebra é soberano, ou ainda migrar para Títulos Públicos (Tesouro Selic), que possuem risco soberano e rendem 100% da Selic (superior ao CDB 100% CDI).

A lição aqui é clara: a poupança é inviável, mas a alocação de R$ 1 milhão em CDB exige engenharia financeira (diversificação) para manter a proteção do FGC.

👉 Análise completa para investimentos de 1 Milhão: https://www.meelion.com/quanto-rende/um-milhao-cdb/


Custo de Oportunidade e Inflação

Além dos valores nominais, é crucial entender o impacto da inflação. O dinheiro perde valor ao longo do tempo. O objetivo do investimento é, primeiramente, repor a inflação e, em segundo lugar, gerar ganho real.

  • Inflação Estimada (IPCA): ~4,0% a 4,5% a.a.

  • Poupança (7,8% a.a.): Ganho Real de ~3,3%.

  • CDB Líquido (11,6% a.a.): Ganho Real de ~7,1%.

O CDB oferece mais que o dobro do ganho real da poupança. Isso significa que a velocidade de enriquecimento (aumento do poder de compra) é duas vezes maior fora da poupança. Em um horizonte de 10 anos, essa diferença exponencial pode significar a diferença entre uma aposentadoria confortável e uma com restrições financeiras.

A “Armadilha” da TR

Muitos investidores da poupança se animam quando veem a TR subir. No entanto, a TR sobe justamente quando os juros estão altos. É um mecanismo de compensação parcial, mas insuficiente. A TR nunca fará a poupança render mais que o CDI, pois ela é uma taxa derivada de médias de CDBs com um redutor aplicado. Matematicamente, a poupança está condenada a perder para o CDI em qualquer cenário de normalidade econômica.


Ferramentas e Comparadores: Como Escolher o Melhor CDB

O mercado oferece milhares de opções de CDBs. Alguns pagam 100% do CDI, outros 110%, 120% ou até mais, dependendo do prazo e do emissor.

A plataforma Meelion lista atualmente 1115 investimentos em CDB , permitindo uma filtragem granular que o gerente do seu banco tradicionalmente não oferece.

Variáveis de Escolha

Ao utilizar o comparador , o investidor deve filtrar por:

  1. Prazo de Liquidez: Se você precisa do dinheiro a qualquer momento, filtre por “Liquidez Diária”. Se pode esperar 2 anos, busque taxas maiores (ex: 120% do CDI).

  2. Emissor: Bancos menores pagam taxas maiores para atrair capital. Utilize o selo do FGC como critério de segurança.

  3. Rentabilidade Líquida: A ferramenta da Meelion já calcula o imposto de renda, mostrando o valor final que cairá na conta, facilitando a comparação direta com a poupança.

Exemplos de oportunidades listadas em fevereiro de 2026 incluem CDBs do Banco XP e Banco Agibank com taxas competitivas e prazos variados, oferecendo alternativas para quem deseja sair da inércia.

👉 Acesse a ferramenta de comparação e encontre o melhor título para seu perfil: https://www.meelion.com/renda-fixa/comparar-investimentos/cdb/


Conclusão: A Inércia Custa Caro

A análise exaustiva dos dados de fevereiro de 2026, com a Selic estacionada em 15% ao ano, não deixa margem para dúvidas: a manutenção de recursos na Caderneta de Poupança é uma decisão financeiramente ineficiente.

Resumindo os achados:

  1. O Diferencial é Estrutural: A poupança rende cerca de 6,17% a 7,8% ao ano, enquanto o CDB 100% CDI entrega ~14,95% (bruto) ou ~11,65% (líquido).

  2. A Perda é Escalável: Começa em R$ 38,00 para quem investe mil reais, mas escala para mais de R$ 38.000,00 para quem tem um milhão.

  3. A Segurança é Equivalente: Para valores até R$ 250 mil, o risco de crédito é mitigado pelo FGC em ambos os casos.

  4. A Solução é Acessível: Com a digitalização bancária, a migração para um CDB de liquidez diária é instantânea e gratuita.

Para o leitor do blog da Meelion, a recomendação é clara: simule, compare e migre. O cenário de juros altos no Brasil é uma janela de oportunidade para acumulação de capital com baixo risco, mas essa janela só beneficia quem está posicionado nos instrumentos corretos. A poupança, infelizmente, é uma relíquia do passado que não comporta mais a dinâmica da economia moderna.

O primeiro passo é vencer a inércia. Utilize as calculadoras, entenda seu número exato e faça o dinheiro trabalhar na sua potência máxima.


Este relatório foi elaborado com base nas taxas de mercado vigentes em 09/02/2026 e nos dados fornecidos pela plataforma Meelion. As rentabilidades passadas não garantem rentabilidade futura, mas a matemática dos juros compostos é implacável a favor de quem busca eficiência.

Escrito por:
Equipe de Redação da Meelion.

Ela é formada pelos founders Dan Mark Printes e Eduardo Horvarth e também escritores convidados. Entre em contato aqui.

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